segunda-feira, 11 de junho de 2012

Diário de um Pecador

Mais uma vez cai…
Cara, não sei quanto tempo vou aguentar isso!! Deus está a kilometros de distância de mim!
Não consigo orar, ler a bíblia nem adorar a Deus na hora da música na igreja. Aliás, me sinto até mal nesse período…
Sinto saudades dos tempos em que estava bem íntimo de Deus… Ahh como era bom! Acordava e já estava alegre com sua presença ao meu redor. Devorava a bíblia, Lembro que ouvia claramente Deus falando comigo ali, através de um versículo! E como era bom ouvir Sua voz!
Como ansiava chegar o fim de semana para estar com meus amigos, meus irmãos! Era maravilhoso adorar a Deus junto com eles! Em meio a adoração, sentia sua presença em minha vida. Não estava preocupado se o momento da música terminava e mesmo quando o pastor iniciava a pregação eu ainda estava ali, no chão sorrindo pra Deus.

Onde foi que cai? Preciso voltar onde cai! Preciso voltar e retomar minha vida com Deus!
Não quero mais essa vida, já não quero mais beber deste fel! Porque fui trocar 2, 3 ou mesmo 15 minutos de prazer pela maravilhosa presença de Deus?
Mas ando tropeçando, caindo e batendo o rosto no chão, sinto o gosto do pó em meu paladar e não consigo parar de pecar!!! Meu olhos já nada veem! Foram vazados pela imundícia deste mundo! Não existe coragem, força nem audácia dentro de mim… Me sinto imundo! Como um balde usado para dar lavagens aos porcos! Estou todo ensanguentado!
Não consigo levantar e o orgulho me assola dia e noite! Não me permite  pedir ajuda. A vaidade ri sarcasticamente, me domina como se fosse um cão e manda em minhas emoções ! Me mantém no chão e tapa minha boca impedindo que clame por ajuda aos meus amigos!
- Ué? Como eles não percebem que você está mal? Eles nem se preocupam com você!
- Cala a boca vaidade!
- Não! Não te é prazeroso ficar no chão curtindo isso tudo?
- Sai daqui orgulho! Eu…. eu sei que preciso levantar… sei que preciso de ajuda…. mas não consigo….
Eu sei em minha mente que preciso do perdão de Deus, mas em mim mesmo não sinto nada! Droga! A vaidade e o orgulho me dominam, me castigam! Me sinto como o fariseu que convidou Jesus a sua casa e não o recebeu com amor…

Miserável homem que sou! Se não tenho o por quê morrer, pra que viver?
Os problemas me sufocam tirando toda minha esperança.

Onde estás ó homem valente? Onde está tua armadura? (Efésios 6:10-18) Onde está tua alegria? (Neemias 8:10) Não te lembras das palavras do teu Rei? (1 Timóteo 4:14-16) Porque olhastes para o incerto?  Porque não te arrependes ó minh’alma?
Não crês que teu Rei trará o perdão sobre ti? (1 João 1:8-9) Retoma a tua força, coragem e audácia. Afia tua espada e volta pra guerra! (Hebreus 4:12) Porque não te levantas? (Miquéias 7:8 | Salmos 37:23-24) A quem queres surpreender assim?

Porque não te humilhas ó minh’alma? (Tiago 4:6-10 | 1 Pedro 5:5-9) Porque não reconheces tua fraqueza? (Salmos 32:5) Volta a cantar ao teu Rei! Porque não crês mais na palavra que tão bem te guiava? (2 Timóteo 3:15-17) Porque não confias que podes receber perdão? (Hebreus 9:13-14)  Porque não crês que ele pode te restaurar a força e tirar esse jugo de acusação de teus ombros? (Mateus 11:28-30)

Lembra-te dos dias que estavas na presença do teu Deus e quão bom era ouvir Suas palavras (Salmos 119:72). Lava tuas mãos e purifica teu coração no sangue do teu Rei. (1 Jõao 1:7 | Atos 22:16) Bebe água do Rio de Deus! Corre, volta em busca de tua armadura. Exalta teu Deus e diante dele dança! Volta a ser guerreiro, volta para o posto de onde não deverias ter saído…

Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta:
E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades.
Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado.
Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu. – Hebreus 10:16-23





Via (NMM) - Fernando Ortega


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Psicanalise em A vida é Bela!

Iniciarei uma pequena analise, sob enfoque da Psicanálise, acerca do filme “A vida é bela” (1997), dirigido e estrelado por Roberto Benigni. Focalizarei elementos importantes da teoria psicanalítica, como o conflito edipiano, sintoma e o não-dito sempre sobre o enfoque do sujeito a emergir da criança.

O filme aborda a relação pai-filho tendo como cenário a Segunda Guerra Mundial. Neste contexto a criança vivencia e experiência os horrores dos campos de concentração, discriminação racial, ao lado do pai, que por sua vez, tenta passar a criança que este mundo é um mundo lúdico, de brincadeiras, e que o que estão vivendo não passa de um jogo.Oras, onde entra a realidade nisso tudo? Ate onde o pai, usa de sua função paterna para domar a realidade de seu filho? Sob uma visão leiga, o modo cômico com que o personagem Guido (pai) revela os horrores da guerra ao filho Josué se dá pelo excesso de proteção. A criança pouco fala e experiência aquela vida de modo passivo. Como exigir que a criança fale, se ela não sabe denominar aquilo que esta vivendo? Josué não tem a “palavra justa” do pai, para denominar aquilo que vê, muito embora saiba e sinta a angustia do pai. O menino, mesmo não-dizendo, quer saber sobre o desejo do Outro e este, o pai, por sua vez, continua a ocultar do filho a realidade.E quanto a Guido, que tenta se proteger do absurdo nazista em que é submetido? Como lidar com sua ferida narcisica? Bem, durante todo o filme, pude perceber que o pai ludibria aquela realidade, passando ao filho que – mesmo vendo o real problema daquilo tudo – tudo não passa de uma brincadeira. Não sabemos que tipo de sujeito emergirá daquela criança que se vem impossibilitada de o fazer por seu pai. Josué permanece todo o filme submetido ao desejo do outro, no caso, do pai. Josué, consegue deixar de ser o porta-voz do sintoma do pai: em tese ao menino é atribuída à situação vista de forma lúdica, muito embora seja sabido que isso tudo é manifestação dos sintomas de Guido.Farei-me valer de outro filme que enfoca a mesma época – Segunda Guerra Mundial: “Chá com Mussolini”, diretor Franco Zeffirelli.



Neste filme, dentre muitos personagens, temos a personagem Lady Hester, viúva de um embaixador inglês (interpretada pela atriz Maggie Smith).

Quando a Italia entrou na guerra, a personagem, Lady Hester, assim como um grupo de senhoras inglesas, foram mantidas sob custodia do regime fascista. Lady Hester era uma mulher orgulhosa e autoritária. Tinha um sobrinho, um rapaz de nome Wilfred, a quem ela mantem total domínio. Dada a situação da prisão, e temendo se separar do rapaz, Lady Hester o traveste de mulher para viver na prisão com ela e as demais senhoras inglesas, sob o motivo de proteger o rapaz. À medida que o filme corre, o rapaz Wilfred, se vê inconformado de ser tratado e visto como uma mulher, de estar sujeitado ao desejo do Outro. Por mais que a tia tente manter o rapaz sob seu domínio, ele começa a escapar dele.Dado momento, Wilfred retira as roupas frente aos soldados e diz: “Eu sou Wilfred, não sou Lucy!”, antes de deixar a prisão. Podemos interpretar isso como: “Eu desejo! Não estou mais sob o desejo do Outro!”Ate então Wilfred viva passivo e submisso às ordens da tia, extremamente autoritária. Posso dizer que Lady exercia a figura paterna e materna sobre Wilfred. Ele vivia sob o desejo do Outro, no caso da tia. No momento em que o rapaz fala, simboliza, significa, ele deixa de ser o desejo do Outro para ser um sujeito desejante, ele é castrado do conflito edipiano que vivia ate então, e reivindica sua constituição narcisica: eu sou.É o que não vemos acontecer no filme “A vida é bela”. Guido não permite em momento algum que o menino busque esta constituição narcisica, enquanto junto de si. A criança é mantida sob a proteção do pai e sob seu desejo.Josué não tem, como Wilfred, oportunidade de ser desejante, de se constituir como sujeito que deseja.




(Via net)

O STF deve liberar o aborto de anencéfalos?


Não Hoje, o STF julga a 'legalidade' do abortamento de fetos ou bebês com anencefalia. Aos juízes, a sentença sobre a legalidade. E a moralidade? As implicações éticas e morais são relevantes, uma vez que estão em jogo vidas humanas. A decisão não deve ser tomada no calor das emoções nem sob a pressão de interesses ideológicos, mas na serenidade e objetividade que ela requer.
Que ser é esse, o anencéfalo? Há quem lhe negue a qualificação de 'ser humano', vendo nele um incômodo descartável; e quem o compare a uma pessoa acometida de morte cerebral. É inegável que o anencéfalo, malgrado sua condição, é um ser humano vivo e não pode ser equiparado a uma pessoa com morte cerebral, pelo simples fato de que o bebê com anencefalia se desenvolve no ventre da mãe, cresce, pode nascer e até mesmo viver por dias, semanas e meses, fora do útero da mãe. Seria um 'vivo morto'?
O cerne da questão está nisso: os anencéfalos são seres humanos vivos. Por isso, merecem todo o respeito devido a qualquer outro humano. A sociedade, por meio de suas instituições, deve tutelar o respeito pleno à sua humana dignidade e à sua vida frágil e breve.
A dignidade de um humano não decorre da duração da vida nem da perfeição estética nem do grau de satisfação que dá aos outros. O humano merece respeito; sua dignidade e seu direito à vida são intocáveis. Repugna ao bom senso ouvir que haveria humanos 'inviáveis'; viabilidade e controle de qualidade são conceitos aplicáveis às coisas, não às pessoas.
É compreensível que a gestante de um filho com anencefalia sofra por ver frustrado seu justo desejo de ter um filho belo e perfeito. Ela merece respeito e solidariedade. Mas seria isso um argumento suficiente para suprimir a vida de um bebê com anomalias? Se o sofrimento da mãe fosse considerado motivo suficiente para um aborto, estaria sendo aprovado o princípio segundo o qual pode ser tirada a vida de um ser humano que causa sofrimento grave a outro. E não só em casos de aborto!
O sofrimento da mãe pode e deve ser mitigado pela medicina, a psicologia, a religião e a solidariedade. Além disso, é um sofrimento circunscrito no tempo; mas a vida do bebê, uma vez suprimida, não pode ser recuperada; e também a dor moral decorrente de um aborto decidido pode durar uma vida inteira. Além do mais, o alívio de um sofrimento não pode ser equiparado ao dano de uma vida humana suprimida.
É fora de propósito afirmar que a dignidade da mãe é aviltada pela geração de um filho com anomalia; esse argumento pode suscitar ou aprofundar preconceito contra mulheres que têm um filho com alguma deficiência.
Nenhum ser humano deve se fazer senhor da vida de outro; nem compete ao homem eliminar seu semelhante; nem àqueles humanos que não satisfazem aos padrões estéticos, culturais, ou de 'qualidade de vida' estabelecidos pela sociedade ou pelas ideologias.
Não é belo, digno ou ético usar o poder dos fortes e saudáveis para suprimir fracos e imperfeitos, negando-lhes o pouco de vida que a natureza lhes concedeu. Digno da condição humana é desdobrar-se em cuidados e dar largas à solidariedade e à compaixão, para acolhê-los e tratá-los, até que seu fim natural aconteça.
Sim O STF julga o direito à antecipação do parto em caso de anencefalia de feto. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n.º 54, proposta em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), tem o objetivo de garantir o direito de escolha das mulheres e proteger os profissionais de saúde no exercício da profissão, nos casos de anencefalia.
Por que se trata de questão de saúde? Porque a anencefalia é uma grave e irreversível malformação congênita caracterizada pela falta parcial ou total do encéfalo e da caixa craniana, tornando inviável a vida extrauterina. E porque, sendo evitáveis o sofrimento e o risco à saúde física e mental das gestantes, cabe à saúde pública impedi-los. Vale reproduzir o antológico depoimento à revista Veja, há cerca de uma década, de uma gestante de feto anencefálico: 'Eu me sentia um sarcófago ambulante'.
E por que é questão de justiça? Porque se refere aos direitos humanos das mulheres e invoca o Direito em seu conceito não legalista. O resgate da ideia do direito como aquilo que é justo representa avanço contemporâneo irrefutável. Ilumina essa reflexão o fato de hoje, no mundo jurídico, admitir-se sob certas circunstâncias a existência de uma insuficiência ou excedência no conjunto de normas postas pelo poder estatal, cabendo à Jurisprudência encontrar na fonte constitucional o sentido capaz de operar como corretivo em relação à lei escrita.
À época da elaboração do Código Penal de 1940, não havia condições científicas e tecnológicas que permitissem o diagnóstico de anencefalia fetal. Não era possível ao legislador explicitar legalmente a diferença entre antecipação do parto por motivo de anencefalia fetal e tipo penal aborto. É a ausência de potencialidade de vida humana no feto anencefálico que torna impróprio confundir os dois conceitos. Fora isso, a vigência da lei 9.434/97, que rege os transplantes de órgãos, estabelecendo como critério para o reconhecimento do óbito a morte encefálica, torna esse argumento irretorquível.
Essa análise interpretativa está em consonância com os parâmetros internacionais acolhidos pelo Brasil, por meio da ratificação de diversos tratados de direitos humanos. O Comitê sobre a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres (Cedaw) recomenda aos Estados-parte 'exigir que todos os serviços de saúde sejam compatíveis com os direitos humanos da mulher'.
O Comitê de Direitos da ONU, que monitora o cumprimento do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, também se manifestou sobre a anencefalia em um caso no Peru. Segundo o comitê, o Estado peruano descumpriu suas obrigações internacionais, pois foram violados o direito a não ser submetido a tratamento cruel, inumano e degradante e o direito à privacidade, entre outros.
Um processo civilizatório e humanista pressupõe o livre diálogo de ideais. Um debate respeitoso e construtivo sobre o tema exige sutileza intelectual, delicadeza de espírito, altruísmo e generosidade. Essas virtudes não faltarão à nossa máxima Corte, quando está em questão o respeito ao sofrimento das gestantes e, assim, o respeito aos direitos humanos das mulheres.

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Aponto que: A mãe quando mata o filho em seu ventre, realmente ela não dá nenhuma oportunidade à ação de Deus. Ela não dá nenhuma margem ao acontecimento de um agir sobrenatural de Deus Criador de tudo, ou seja, não dá ocasião para que aconteça o MILAGRE DE DEUS!! ... (Deidiani)

"Não pude segurá-lo, apenas o vi de longe"


Tinha 21 anos quando descobri que estava grávida do meu primeiro filho. Eu e meu marido ficamos eufóricos e contamos a novidade para a família toda.
Com 12 semanas, fiz a primeira ecografia que mostrou que a calota craniana não estava completamente fechada.
O médico me disse que desconfiava que o bebê seria anencéfalo, e pediu que o exame fosse repetido em 15 dias. Saí de lá transtornada.
Assim que cheguei em casa, liguei para o meu obstetra e perguntei o que era anencefalia. Ele me explicou e disse que, se o diagnóstico fosse confirmado, esse seria um feto inviável e morreria em poucas horas.
Eu e meu marido choramos muito. Dias depois fomos conversar com o pastor e depois da conversa mantivemos a decisão de levar a gravidez adiante.
Duas semanas depois, repeti o exame e o diagnóstico de anencefalia foi confirmado. Foi aí que eu soube que seria mãe de um menino: Cauã.
Com o diagnóstico em mãos, eu e meu marido passamos por pelo menos quatro obstetras pedindo para continuar com a gestação. Só ouvíamos não. Todos falavam que era para eu tirar, que eu só precisava pedir a assinatura de três médicos e ir ao Ministério Público. Um deles, mineiro, disse: 'Vamos tirar logo esse trem daí'.
Enxoval. Voltei ao primeiro médico, que me acompanhava, mas tive de pagar pelas consultas já que ele não atendia mais meu plano de saúde. Ele me disse que se essa era minha decisão (de manter a gravidez até o fim), a partir daquele momento eu seria uma gestante como qualquer outra.
Não fiz enxoval, comprei apenas uma manta e touquinhas para o Cauã. Minha gestação transcorreu normalmente e Cauã nasceu de cesárea no dia 8 de abril de 2009. Rodrigo, meu marido, filmou o parto. Meu filho nasceu com 3 quilos e 49 cm. Não chorou e foi logo levado para outra sala, já que teve três paradas cardíacas.
Não pude segurá-lo no colo, apenas o vi de longe. Foi nessa hora que eu realmente senti uma dor. Queria sumir. Pedi para me darem remédio para dormir, porque eu não suportaria.
Minha família e meu marido puderam vê-lo de perto e fizeram algumas fotos de Cauã, que morreu uma hora e 40 minutos depois de nascer. Rodrigo providenciou a certidão de nascimento e o atestado de óbito.
O contato mais próximo que tive com meu filho foi no velório. Minha mãe colocou o caixãozinho dele no meu colo e abriu. Foi meu momento com ele. Ali eu tive certeza de que minha missão foi cumprida. O ciclo de vida foi encerrado.
Sou totalmente contra a liberação do aborto nesses casos. Estamos falando de uma vida. Para mim, liberar é como legalizar o aborto para qualquer mulher, em qualquer caso.
Engravidamos de novo e hoje somos pais também de Isaac, um menino lindo que completará 1 ano no mês que vem.